Vai votar? Conheça um pouco mais sobre a urna eletrônica

As eleições presidenciais serão decididas neste domingo (26/10) e também, para alguns estados, será eleito seu governante. O sistema eleitoral, hoje, é baseado em urnas eletrônicas. Nesse artigo, explicaremos um pouco de como o sistema foi implantado e o funcionamento da urna e do voto.

O Brasil foi um dos primeiros países a se aventurar em votações oficias eletrônicas. O processo de implantação do sistema de urnas eletrônicas foi gradual e iniciou-se nas eleições de 1996, onde apenas as cidades com mais de 200 mil eleitores utilizaram o meio eletrônico como forma de votação. Em 1998, municípios com mais de 40,5 mil eleitores já utilizavam a urna eletrônica e em 2000, finalmente, o sistema foi adotado em todo o território nacional.

A urna eletrônica é uma invenção brasileira e passou por uma série de mudanças durante esses anos. A adesão desse sistema se deu por uma série de motivos, entre eles a maior segurança dos votos, informatizando o sistema que antes era manual. Essa informatizou trouxe uma série de benefícios para as votações como a rapidez na apuração dos votos, o sistema de visualização da foto do candidato escolhido e a mão mais necessidade de perder tempo interpretando votos que não eram claros manualmente. A questão ambiental também deve ser considerada, pois uma eleição manual requer um volume muito alto de cédulas de papel que seriam descartadas logo após a apuração. Estima-se que nas eleições de 2008 teriam sido utilizados, caso fossem via cédulas, cerca de 148,2 mil quilos de papel totalizando 2.965 árvores.

Funcionamento:

As urnas eletrônicas, ao contrário da crença de muitas pessoas, não possuem nenhuma conexão com a internet, aliás o único cabo conectado a ela é o de energia. Outra coisa que muita gente não sabe é que as urnas possuem uma bateria com autonomia de 10 horas, ou seja, mesmo que falte luz o eleitor ainda poderá realizar o seu voto.

O Microterminal é um aparelho que constitui o sistema da urna eletrônica, ele possui um teclado com números de 0 a 9, a tecla corrige e a tecla confirma. Ele é o responsável por verificar o número do título de eleitor e autorizar a urna a computar o próximo voto.

A retirada dos votos da urna se dá através de uma mídia móvel chamada de mídia de resultado. Na mídia contém os dados da votação, chamada de boletim da urna. Quando a votação é encerrada, a urna imprime cinco cópias do resultado de votos daquela seção eleitoral. Uma cópia fica no local, três dela são encaminhadas ao cartório eleitoral e a outra é entregue aos representantes dos partidos políticos presentes. A partir daí, os votos são passados para o polo de transmissão responsável para se integrarem aos dados totais auditados.

Segurança:

A desconfiança na segurança presente nas urnas fez com que em 2009 o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) convidasse 20 especialistas em segurança para tentar adulterar os dados de uma urna eletrônica. Uma série de restrições foram impostas aos convidados que tentaram durante 4 dias sem sucesso. Segundo eles, caso pudessem usar programas específicos, que o TSE proibiu durante os testes, os mesmos garantem que conseguiriam invadir o aparelho tão facilmente quanto tirar um doce de uma criança. Após isso, novas medidas de segurança foram adotadas nas urnas eletrônicas.

Em 2012, o TSE promoveu novos testes com a equipe da Universidade de Brasília. Os testes tiveram novamente uma série de restrições, no entanto o Prof. Dr. Diego Aranha obteve êxito e reordenou os votos do arquivo da urna. A UnB relatou ainda uma série de outras vulnerabilidades encontradas no software das urnas que permitiriam violar a contagem dos votos, porém devido as restrições impostas não puderam testar elas de modo mais eficaz.